quinta-feira, 7 de março de 2013

Encontro (des)marcado


Havia uma ligação inexplicável. A relação não conseguia ter um ponto final. Tudo era pautado em reticências, vírgulas e travessões. O ciclo vicioso seduzia, encantava e intenso. A ligação não era desse mundo, não era normal. Era algo sobrenatural.

Talvez esse lance de alma gêmea realmente exista. Para eles, essa ideia tornou-se absolutamente viável e real. O encontro de duas almas, que num plano muito maior do que esse nosso, foram destinadas a ficar juntas. 

Ela, ainda meio confusa com os acontecimentos dos últimos dias, ouviu uma recomendação despretensiosa: “Cuidado com o destino. Ele brinca com as pessoas.”

Isso ficou rodando dentro da cabeça dela como se fosse um sinal. E na verdade, talvez seja mesmo o acaso tentando mostrar que nem sempre o final é feliz e ficamos com aqueles que amamos de verdade.

Mas a única certeza é que os encontros das almas superam todo o resto. a troca dos olhares de cumplicidade, os momentos de companheirismo que tiravam os pés do chão, os sorrisos genuínos, o tocar das mãos, o beijo apaixonado em meia luz fotografado numa noite fria. Os olhos fechados refletiam a felicidade, como se estivessem estalados e brilhantes.

As promessas ditas e escritas, daquelas registradas em cartões, pequenos guardanapos, agendas e pequenos presentes. Todas as coisas exalavam apenas uma coisa: o encontro de duas almas que nasceram para se amar.

Mas a todo instante ela questionava se era o encontro e a força da ligação era suficiente para que eles ficassem juntos. Por mais que suas almas e seus espíritos sejam perfeitos e se encaixem como nunca.. Talvez, somente em novelas e filmes o final feliz com o grande amor da exista.

Um dia ouviu de um amigo que a ficção possui final feliz porque não é final da historia de um relacionamento, mas o começo.

Sabia que não estava pronta para assumir o grande amor. Tinha certeza que não era forte para deixar partir. Resolveu entregar ao acaso. Nutre uma fé naquilo que sempre traz ele de volta. 

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